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Diferença entre HIV e AIDS - LEIA MAIS

Por www.portaleducacao.com.br, 09/12/2018 11h30
 (Foto: Reprodução)
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HIV é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. Causador da aids, ataca o sistema imunológico destruindo os glóbulos brancos (linfócitos T CD4+). A falta desses linfócitos diminui a capacidade do organismo de se defender de doenças oportunistas, causadas por micro-organismos que normalmente não são capazes de desencadear males em pessoas com sistema imune normal.

No período inicial da infecção com o HIV o indivíduo pode apresentar sintomas de gripe, pode também passar um longo período assintomático. Conforme vai progredindo ela interfere no sistema imunológico, tornando a pessoa mais vulnerável às doenças, como câncer e infecções oportunistas. Mas a progressão divide-se em três fases: Infecção aguda, latência e AIDS. Ou seja, inicialmente sintomas de gripe, os sintomas nessa fase podem durar entre uma ou duas semanas e como não são sintomas específicos não é reconhecido como sinais de infecção por HIV. O período de latência clínica é o período assintomático que pode variar de 3 a 20 anos. Próximo do final desta fase o indivíduo apresenta perda de peso, febre, problemas gastrintestinais e dores musculares. E por fim a AIDS, que é a DOENÇA.

Alguns chamam de SIDA que nada mais é que a sigla em inglês pra acquired immunodeficiency syndrome. As condições iniciais que podem alertar a AIDS são caquexia, pneumocistose, candidíase esofágica. Por estarem com o sistema imunológico enfraquecido as pessoas com AIDS tem um maior risco pra desenvolver vários tipos de câncer, além de apresentar sintomas sistêmicos como febre prolongada, suores principalmente à noite, inchaço nos gânglios linfáticos, calafrios, fraqueza, perda de peso, diarreia e alguns também apresentam sintomas psiquiátricos. Em suma, HIV causa a AIDS.

HIV e Aids: qual a diferença? - FONTE: G1 - Bem Estar- Abaixo

Viver com o HIV é diferente de ter Aids. Entenda o que é PEP e PrEP.

Todos os anos são registrados cerca de 40 mil casos de HIV/Aids no Brasil. Os números não mostram queda, mas uma epidemia relativamente estabilizada, explica o infectologista Rico Vasconcelos. O número não muda por causa da falta de comunicação e estratégia de prevenção adequadas às pessoas mais vulneráveis. Além disso, a infecção pelo HIV não é só uma questão de saúde, mas também reflexo da falta de acesso à educação, da discriminação e violência.

Viver com o HIV é diferente de ter Aids. HIV é a sigla em inglês para vírus da imunodeficiência humana. Ele ataca principalmente células do sistema de defesa chamadas CD4 e nos torna mais vulneráveis a outros vírus, bactérias e ao câncer.

No entanto, a maioria das pessoas que têm HIV não têm Aids porque no Brasil o tratamento com remédios chamados antirretrovirais é universal e acessível pelo SUS. As pessoas com HIV e que se tratam têm a mesma expectativa de vida das pessoas que não têm o HIV.

Apenas as que não se tratam ou sofrem algum tipo de problema na terapia não conseguem reduzir essa replicação e desenvolvem Aids, que a síndrome da imunodeficiência adquirida, um conjunto de sinais e sintomas relacionados à falência do sistema de defesa, caracterizada por uma série de infecções oportunistas e câncer.

Antirretroviral

O antirretroviral é um medicamento que impede o vírus HIV de se multiplicar. Quando o remédio está no sangue da pessoa, um vírus não se transforma em um milhão de vírus e o sistema imune dá conta de eliminar o vírus que entrou.

A PEP (profilaxia pós exposição) são medicamentos antirretrovirais que são tomados depois que a pessoa se expôs ao HIV e quer tentar evitar a contaminação. É uma estratégia de emergência. Ela impede que o vírus se multiplique e se instale no organismo e o sistema de defesa consegue dar conta de eliminá-lo.

A PrEP (profilaxia pré-exposição) é uma nova forma de prevenção com o uso de medicamentos contra o HIV em pessoas que não têm o HIV. Ela está disponível no SUS e é voltada para grupos mais vulneráveis. A pessoa toma antirretrovirais diariamente e o medicamento está permanentemente no sangue. Com isso, se a pessoa tiver contato com o HIV, os antirretrovirais (que já estão no sangue) impedem que o vírus se multiplique e se instale no organismo.

A PrEP só é liberada para quem tem mais de 18 anos e não tem HIV. Profissionais do sexo, pessoas trans, gays e outros homens que fazem sexo com homens têm prioridade para receber a PrEP pelo SUS.

A PrEP faz parte de um novo modelo de cuidado chamado prevenção combinada, que oferece diferentes opções para evitar novos casos de HIV e outras infecções. A prevenção combinada inclui, por exemplo, preservativos e vacinas.

“A PrEP protege pro HIV e funciona. Ela vem para complementar a camisinha”, explica a diretora do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids Georgiana Braga-Orillard.

Veja onde encontrar a PrEP

Pelo menos duas mil pessoas já usam o comprimido para prevenir o HIV no Brasil. A questão agora é fazer essa alternativa alcançar quem mais precisa.

Os serviços da PrEP oferecem consultas para orientar quem decidiu por esse tipo de prevenção e depois o acompanhamento pelos profissionais de saúde. Segundo o fabricante do comprimido, é importante analisar a função dos rins antes de começar com o remédio. O acompanhamento nos serviços de PrEP também é importante para que as pessoas usem o medicamento corretamente.

Quem trata o HIV não transmite.

Mitos sobre HIV/Aids

O Bem Estar mostrou alguns mitos sobre HIV/Aids

Mito 1: Pessoas se infectam mais com o HIV porque tem medicamentos melhores.
Mito 2: Dá para saber quem tem o vírus porque a pessoa fica muito magra.
Mito 3: Quem tem HIV sempre vai transmiti-lo.
Mito 4: Quem transmite o vírus é criminoso.
Mito 5: HIV passa por beijo.