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Em Rondônia, 190 casos de câncer de mama são registrados em 2016

Por Por Hosana Morais, G1 RO, 27/10/2017 13h03
 (Foto: Reprodução)
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Em Rondônia, 190 casos de câncer de mama são registrados em 2016
Dos 190 casos, 90 foram registrados em Porto Velho; dados são do Inca.Médico oncologista destaca a importância da prevenção à doença, através do autoexame e da mamografia.

Daniela Domingues descobriu o câncer de mama durante autoexame (Foto: Daniela Domingues/Arquivo Pessoal)
Daniela Domingues descobriu o câncer de mama durante autoexame (Foto: Daniela Domingues/Arquivo Pessoal)

Durante o ano de 2016, 190 casos de câncer de mama foram registrados em Rondônia, segundo o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca). Desse total, 90 foram em Porto Velho. Em entrevista ao G1, o médico oncologista clínico, Aaron Froede, do Instituto São Pellegrino (ISP) destaca a importância da prevenção à doença, através do autoexame e da mamografia, para os casos em que as mulheres tenham mais de 40 anos.
Segundo o oncologista, os tipos da doença mais comuns em Rondônia são o câncer de mama, câncer de pulmão, câncer de intestino, câncer de pele e câncer do colo do útero. O maior número de casos é de câncer de mama, no entanto, o fato do aumento das mulheres fumantes fez crescer a incidência do câncer de pulmão, por exemplo. Além destes, "existem outros tipos de câncer que estão em evidência devido à mudança de população que está relacionado à obesidade, como câncer de estômago e câncer de esôfago", explicou Froede.
Dados do Inca de 2016 informam que 190 mulheres foram diagnosticas com câncer de mama em Rondônia, sendo 90 na capital. Com câncer de colo de útero, foram registrados 110 casos em todo estado, em Porto Velho 50 mulheres diagnosticas com esse tipo de câncer.
Prevenção
Para o médico oncologista clínico, o exame preventivo e o autoexame da mama são primordiais para a saúde da mulher. "O autoexame de mama permite que mulheres que não têm indicação de mamografia conheçam seus corpos e, em caso de suspeita, procurem assistência médica e tenham um diagnóstico precoce, para uma possível cura. O exame preventivo é recomendável após a mulher iniciar as relações sexuais, ela deve começar a procurar o ginecologista, (...), esse exame ajuda a prevenir o câncer e diagnosticá-lo precocemente", explicou Froede.

Médico oncologista clínico, Aaron Froede, fala sobre índices de câncer em Rond�\�nia (Foto: Hosana Morais/G1)
Médico oncologista clínico, Aaron Froede, fala sobre índices de câncer em Rond�\�nia (Foto: Hosana Morais/G1)

A farmacêutica Daniela Domingues, de 32 anos, descobriu o câncer de mama em 2017, após realizar o autoexame em casa. "O tipo de câncer que eu tive, de mama, tinha comprometido a axila já e eu descobri ao fazer o autoexame. Toda vez eu me tocava e sentia que esse caroço foi crescendo, (...). Mas eu fiz a biópsia e depois da confirmação eu fui para o ISP para iniciar a quimioterapia", contou.
Após o início do tratamento, Daniela precisou cortar o cabelo, pois os fios começaram a cair com frequência. "Após um tempo eu fiz cirurgia, retirei a mama (...) e no mesmo dia eu fiz a reconstrução. Ao longo do tratamento eu tive acompanhamento da minha mãe, me separei e, após a cirurgia, me mudei para Cascavel (PR). Aqui eu continuou o tratamento fazendo radioterapia onde preciso passar por 36 sessões na parte da mama e axila", explicou a Daniela.

Em tratamento desde janeiro Daniela Domingues teve apoio da mãe durante quimioterapia em Porto Velho (Foto: : Daniela Domingues/Arquivo Pessoa)

Em tratamento desde janeiro Daniela Domingues teve apoio da mãe durante quimioterapia em Porto Velho (Foto: : Daniela Domingues/Arquivo Pessoa)

A farmacêutica conta que, embora sendo diagnosticada antes dos 40 anos, ela não perdeu a esperança de se curar. "Quando eu fiquei sabendo, pensei: 'tenho duas opções - enfrentar e não pensar que estou doente ou me questionar o motivo de estar doente. E sempre que eu ia para a quimioterapia eu me arrumava para me sentir bem. Assim que terminar o tratamento quero ser voluntária em ações em combate ao câncer e pretendo fazer uma especialização em oncologia farmacêutica", finalizou Daniela.

Rosa Bettero

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