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Estudantes de medicina na Bolívia são impedidos de voltar ao Brasil - LEIA

Por Por Rogério Aderbal, G1 Cacoal e Zona da Mata, 18/06/2017 09h35

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Estudantes relatam que empresa fechou as portas na Bolívia (Foto: Reprodução Whatsapp)
Estudantes relatam que empresa fechou as portas na Bolívia - Foto: Reprodução Whatsapp

Estudantes de medicina na Bolívia são impedidos de voltar ao Brasil após agência vender passagens falsas
Maior parte dos estudantes mora em Rondônia e estuda em Cochabamba. Vítimas descobriram que bilhetes eram falsos ao consultarem companhias aéreas.

Cerca de 100 estudantes brasileiros, que fazem medicina em Cochabamba, na Bolívia, estão sendo impedidos de voltar ao Brasil para o período de férias por causa de problemas nas passagens que foram compradas em uma agência do país. Conforme os universitários, a maioria de Rondônia, ao tentarem fazer chek in para embarcar nas companhias aéreas eles descobriram que todos os bilhetes são falsos e a reserva nunca foi feita.
Segundo as vítimas, após descobrirem que as reservas não existem nas companhias aéreas, eles entraram em contato com o proprietário da agência, porém a empresa fechou as portas e o empresário não atende mais os telefones.
Encerrando o 1º semestre em medicina na cidade Cochabamba na Bolívia, Augusto de Morais de Lima, de 19 anos, morador de Rolim de Moura (RO), na região da Zona da Mata, é um dos brasileiros que acabaram caindo no suposto golpe.
De acordo com o estudante, essa seria a primeira viagem que ele faria com passagens compradas na agência de viagens, porém ao conferir o bilhete na empresa aérea descobriu que a passagem era falsa.

“Depois de termos realizado o pagamento da passagem, o cara nos entregou o comprovante via email com o nosso nome e o número do ticket, só que quando a gente foi pesquisar na empresa área essa passagem já havia sido usado para uma cidade diferente com o nosso destino. Creio que ele falsificou passagens antigas e nos vendeu. Também tem pessoas que dizem que suas passagens foram canceladas”, explica.

Ainda segundo Augusto, apesar de ser a primeira vez que viajaria com passagens adquiridas na empresa, porém o pai dele e outros familiares já tinham utilizado os serviços da agência sem nenhum problema.
“Quando vim para cá junto com meu pai viemos de ônibus, mas quando ele retornou ao Brasil adquiriu a passagem com a agência. Como não teve problemas, indicou para meu tio que estuda aqui. Agora que a maior parte dos estudantes pretende retornar para casa no Brasil. O dono da empresa empresa apagou o Facebook, não responde no Whatsapp, fechou o escritório e sumiu”, relata.

Segundo Paula Melissa, a maior parte das contas utilizadas para o depósito do valor cobrado pelas passagens era brasileira.
“No meu caso o meu pai procurou no sistema da Polícia Civil e descobriu que o proprietário da conta era de Ji-Paraná (RO). Com isso ele sugeriu que assim que eu chegar ao Brasil a gente procure a Polícia Federal (PF) para ver se resolve alguma coisa, tendo em vista que temos cópias da conta que depositamos e o nome completo do rapaz que recebeu”, expõe.
A estudante Thamiris Sá Carvalho, de 27 anos, conta que teve um prejuízo de R$ 1,5 mil ao adquirir as passagens da Bolívia até o Rio de Janeiro (RJ), onde sua família reside. Ela também já tinha adquirido na mesma agência o bilhete de volta , após o fim das férias escolares.
“Eu nunca havia comparado passagens com eles, mas por indicação de um amigo meu, que informou que a família dele já compra há seis anos e nunca teve problemas, eu fui e comprei. Os preços estavam bem mais em conta, mas eu sei que em companhia é sempre mais barato, aí eu comprei”, desabafa.
Após o ocorrido, as vítimas criaram um grupo no Whatsapp, onde trocam informações e buscam soluções para suposto golpe, já que alguns compraram bilhetes ainda em 2016.

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Izabella Coelho

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