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"5 Sinais Precoces de Autismo para os quais Todos os Pais devem ficar Atentos" – Há como Evitá-lo?

Por Saudecuriosa, 23/03/2017 17h55
 (Foto: Reprodução)
Foto: Reprodução

"5 Sinais Precoces de Autismo para os quais Todos os Pais devem ficar Atentos" – Há como Evitá-lo?

Para obter os melhores resultados no tratamento
do Transtorno do Espectro Autista (TEA)
, o diagnóstico e intervenção precoces são absolutamente cruciais para melhorar as chances da criança de desenvolver habilidades cognitivas importantes e funcionar em um nível elevado mais tarde na vida.
“Está claro que, quanto mais cedo se começa, melhores são os resultados de longo prazo”, disse o Dr. Paul Wang, diretor de pesquisas médicas da organização Autism Speaks. “É importante intervir com essas crianças o quanto antes.”
Mas a desordem, que quase sempre começa a aparecer quando a criança tem entre 12 e 18 meses, pode se manifestar de muitas maneiras diferentes, dificultando sua identificação pelos pais. Na realidade, segundo Wang, metade dos pais desconhecem os sinais precoces de autismo.
“Os pais podem começar a notar diferenças quando seus filhos têm 6 meses apenas”, disse Wang. “Nem todas as crianças terão diferenças que os pais ou outras pessoas consigam identificar, mas algumas, sim, e pode começar já nessa idade.”
A desordem de desenvolvimento neurológico, que está se tornando um diagnóstico cada vez mais comum entre as crianças, se caracteriza por diferenças em comportamentos sociais, comunicação e percepção.
Os sinais de alerta mais comuns vão desde a demora em aprender a falar até comportamentos sensoriais incomuns.
Alguns sinais comuns revelam a presença de autismo, incluindo a ausência de fala e de contato com os olhos, a sensibilidade à luz e aos sons, e comportamentos repetitivos, como bater os braços.
5 Sinais Precoces
Além desses sinais comuns citados acima, veja abaixo 5 indicativos precoces de autismo dos quais os pais devem ter consciência, segundo especialistas.
1. A criança não reage quando é chamada pelo nome
Um bebê saudável reage quando a pessoa que está cuidando dela chama seu nome; geralmente ele se volta para a pessoa. Dos bebês que receberão o diagnóstico de autismo mais tarde, apenas 20% reagem quando ouvem seu nome ser chamado.
2. Não pede a “atenção conjunta”
A atenção conjunta é um indício precoce de habilidade linguística, porque sugere a capacidade de compartilhar algo com outra pessoa. Um exemplo seria uma criança que vê um avião no céu, olha para o avião, olha para sua mãe e então olha de volta para o avião, como se dissesse “você está vendo o que eu estou vendo?”.
“Você está compartilhando um assunto”, explicou a professora de psiquiatria da UCLA, Dr. Connie Kasari, que está fazendo um ensaio para medir os efeitos da intervenção precoce sobre as crianças com autismo. “As crianças que fazem mais isso aprendem a falar em menos tempo.”
3. Não imita o comportamento de outros
Os bebês com autismo têm menos probabilidade que os bebês normais de refletir os movimentos de outros, por exemplo, sorrindo, dando tchauzinho ou batendo palmas.
4. Não brinca de faz de conta
Por volta dos 2 ou 3 anos de idade a criança geralmente começa a gostar de brincar de faz de conta (por exemplo, brincando de ser a mamãe de uma boneca bebê ou fazendo de conta que uma banana é um telefone). Mas as crianças com autismo têm tendência menor a brincar com objetos dessa maneira.
“As crianças com autismo prestam atenção aos objetos de maneira diferente”, disse Kasari. “À medida que ficam mais velhas, elas podem usar os objetos para as finalidades para os quais os objetos são feitos, mas têm probabilidade menor de brincar de modo imaginativo com os objetos.”
5. Não reage emocionalmente
Os bebês típicos são muito sensíveis às emoções de outras pessoas, mas os bebês com autismo têm menos probabilidade de sorrir em resposta ao sorriso de outra pessoa ou de chorar quando veem outra criança chorando.
O que os pais podem fazer
Wang e Kasari aconselham os pais a ficarem de olho nesses sinais comuns de alerta a partir dos 12 meses de idade de seu filho e a consultar o pediatria se tiverem dúvidas.
“Queremos que os pais saibam que, se desconfiam que seu filho tem um problema de desenvolvimento, existe ajuda profissional que podem procurar”, disse Kasari.

Fonte: Huffpost Bras

Autismo: Há como Evitá-lo?

O Autismo é uma condição complexa que tem aumentado de forma significativa: cerca de 80% em 5 anos. Precisamos ter mais consciência e melhor identificação, pois os fatores ligados ao problema são típicos do ambiente do mundo moderno em que vivemos, como desvios nutricionais causados por uma alimentação processada, comprometimento da ecologia intestinal e alta carga de tóxicos. Tudo isso deve ser corrigido e prevenido, não só nas crianças, mas nos pais, antes e durante a gravidez… no mínimo!
Fatores no desenvolvimento do problema
Esta é uma condição com múltiplos fatores e vamos abordá-los passo a passo. A ciência tem mostrado que os nossos genes respondem constante e dinamicamente ao ambiente, o que significa que tudo com o que você entra em contato ou ingere pode estar induzindo o Autismo, uma somatória de tóxicos que pode ser a causadora dessa disfunção cerebral. Portanto, devemos reduzir toda exposição tóxica e melhorar a nutrição.
Fatores ambientais
São diversos os fatores que podem ter origem em ambientes internos e externos. Vamos listar os mais importantes:
• Campos eletromagnéticos: A radiação eletromagnética de telefones celulares, torres de telefonia celular, aparelhos wi-fi e outros aparelhos sem fio podem estar influindo em fatores genéticos, tornando-se aceleradores de Autismo. Segundo o Dr. Dietrich Klinghardt, uma mulher exposta a campos eletromagnéticos durante a gravidez, dormindo em ambientes com essa exposição forte, possivelmente terá um filho que apresentará alterações neurológicas dentro dos 2 primeiros anos de vida, como hiperatividade, disfunção neurológica e distúrbios do aprendizado.

Um estudo, publicado em 2007 pelo Journal of the Australian College of Nutrition & Enviromental Medicine, observou crianças com Autismo durante 5 anos. Chegou-se à conclusão que os campos eletromagnéticos afetam desfavoravelmente as membranas celulares, permitindo que cargas tóxicas de metais pesados, associados ao Autismo, se acumulem.
• Mercúrio: É um metal que está associado com o problema, e a exposição a ele pode causar disfunções sensoriais neurológicas, motoras, comportamentais e imunológicas, bem compatíveis com as apresentadas por crianças autistas. Suas fontes de contaminação são basicamente pela queima de combustível fóssil, uso de amálgama dentário e vacinas.
• Ftalatos: Esse é um exemplo de xenoestrogênio, com mais uma das suas influências negativas. Ele promove uma alteração hormonal não só nas crianças pequenas, mas também naquelas que ainda estão no ventre da mãe. Segundo estudos, crianças que viveram em ambientes com assoalho de vinil tinham 2 vezes mais probabilidade de ter Autismo 5 anos depois, em comparação com crianças que viveram em ambientes com assoalho de madeira.

Os assoalhos de vinil liberam ftalatos, substâncias usadas para diminuir a rigidez dos plásticos, empregadas também em perfumes, garrafas de plástico, cosméticos, lubrificantes, cortinas de chuveiro, vernizes etc.
• Deficiência de vitamina D: No desenvolvimento fetal, precocemente os tecidos cerebrais apresentam grande quantidade de receptores da vitamina D, responsável pelo crescimento dos nervos no seu cérebro. E é sabido que a deficiência de vitamina D em mulheres grávidas tem uma correlação importante com predisposição ao Autismo.
• Disbiose Intestinal: A criança com flora intestinal anormal, herdada da mãe e/ou do pai, apresenta altíssima toxicidade intestinal e cerebral. Essa situação reflete-se em todo o corpo e em especial no cérebro, comprometendo as funções normais e de processamento das informações sensoriais. Segundo a neurologista Dra. Natasha Campbell-McBride, que curou seu próprio filho de Autismo usando um tratamento natural, com mudança de dieta e desintoxicação, os motivos que levam a essa alteração e danificação de flora intestinal são: mães com dieta com muito alimento processado, uso de pílula anticoncepcional, excesso de açúcar, água clorada e alto estresse, condições que são transferidas aos filhos.
No caso dos filhos, além do erro alimentar, é importante ressaltar que grande porcentagem de crianças autistas foi alimentada por mamadeira. O leite materno é o mais importante, e não pode ser substituído. Fazer isso acaba expondo as crianças ao leite pasteurizado, altamente contra-indicado nesses casos, ou até pior: leite de soja, um fitoestrogênio. Além disso, a mamadeira feita de plástico contém bisfenol e ftalatos, ambos xenoestrógenos. Portanto, esses fatores do mundo moderno criaram muitas mulheres jovens que têm a flora intestinal bem alterada, o que trouxe prejuízos quando chegou o momento de terem filhos.
Desintoxicar antes de ter filhos
Fica aqui o conselho: as jovens, antes de terem os filhos, devem fazer uma boa avaliação e correção de flora intestinal, assim como desintoxicação de metais tóxicos. Esses metais passam pela barreira placentária e podem comprometer o cérebro do bebê, pois até os 2 anos de idade a barreira hematoencefálica não está completamente fechada. Lembre-se: os metais tóxicos têm maior afinidade por tecido gorduroso, e o cérebro é 70% gordura.
Numa revisão de estudos publicados desde 1943 sobre Autismo, há numerosos casos descritos de eclosão do Autismo por encefalite pós-vacinação. Portanto, é necessário identificar o problema da alteração da microflora intestinal nas primeiras semanas de vida do bebê, além de um histórico médico completo dos pais sobre hábitos alimentares e intestinais. Além disso, é importante analisar as fezes do bebê já nos primeiros dias de vida para avaliar sua flora intestinal. Caso o seu bebê tenha a microflora intestinal normal, a possibilidade de desenvolver Autismo fica bem reduzida.
Estratégias preventivas
Deve-se, além de corrigir as alterações mencionadas anteriormente, pensar em fatores ambientais como:
• diminuir o contato e a carga de tóxicos, evitando, ao máximo, substâncias químicas perigosas;
• consumir alimentos orgânicos, dentro do possível. Eliminar os alimentos processados, transgênicos e adoçantes artificiais;
• reduzir o campo eletromagnético, especialmente no quarto de dormir;
• evitar leite pasteurizado, algo importantíssimo neste caso. Devem-se evitar todos os derivados de leite.
• eliminar açúcar, frutose, sucos e refrigerantes;
• eliminar grãos e amido;
• procurar aumentar a exposição ao sol.
Por fim, devemos ter a consciência que o mundo em que vivemos atualmente é muito agredido e com alta exposição a tóxicos de diversas origens, associados a uma alimentação refinada, industrializada, com transgênicos e com muita proteína de animais confinados. Portanto, aconselho sempre ter em mente que é preciso fazer programas de desintoxicação e reposição nutricional personalizada, para melhor enfrentar essas adversidades.
O mundo moderno tem seus problemas, mas também temos a possibilidade de combatê-los e manter a nossa saúde!

Referências bibliográficas:
• Family Practice News, March 15, 2004:57
• ClinInfectDis, 2002;35
• AutismResearchReviewInternational, 1991;5(2):7
• J NutrEnvironMed, 2000;10:261-266
• Toxicologyand Industrial Health, 1998;14(4):553-563
• ExpBiolMed, 2003;228:639-649
• Autism Res RevInt, 2004;18(1):1
Fonte: Dr. Rondó

David Fernando

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