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Ritidoplastia - Rejuvenescimento Facial

Por http://www.drbreno.com.br/cirurgicos/ritidoplastia, 08/01/2017 11h34
 (Foto: Reprodução)
Foto: Reprodução

Introdução
A ritidoplastia ou cirurgia da face tem como objetivo aliviar as marcas que aparecem na face e no pescoço com a progressão da idade. Permite tornar mais suave a transição entre a juventude e a velhice, possibilitando não apenas melhor aparência, mas também maior autoestima.

Contrariamente a informações leigas indevidas, a ritidoplastia não elimina todas as rugas. Porém, o conjunto dos efeitos alcançados com essa cirurgia levará a uma face de aspecto rejuvenescido.
Sabe-se que a cirurgia não interrompe o processo evolutivo de envelhecimento e, assim, os efeitos dela não são definitivos. Desse modo, uma pessoa submetida à ritidoplastia manterá o processo natural de envelhecimento e, com o passar do tempo, poderá ter a necessidade de ser reoperada. É claro que, com a cirurgia, ela terá sempre melhor aparência do que se nunca tivesse sido operada.
Na consulta inicial o(a) paciente deve mostrar, na frente do espelho, os problemas que deseja melhorar, analisando com o cirurgião as possibilidades e particularidades de seu caso.

Cicatrizes
As incisões são posicionadas de modo que as cicatrizes resultantes fiquem camufladas, situando-se em áreas mascaradas pelo cabelo e pelo contorno de estruturas como a orelha. Embora existam variações técnicas, as cicatrizes, de modo geral, contornam as orelhas, sobem em direção ao couro cabeludo e, posteriormente, penetram na região pilosa de forma horizontal ou descendente.
Como todas as cicatrizes, passarão por uma evolução natural até que sua completa maturação seja atingida (por volta de 12 a 18 meses). As principais fases desse processo são:

•Período imediato: vai até o 30º dia após a cirurgia. A cicatriz é fina e pouco visível. Alguns casos apresentam discreta reação aos pontos ou ao curativo.
•Período mediato: vai do 30º dia até o 12º mês. A cicatriz se apresenta transitoriamente espessada, bem como se inicia a mudança de cor, passando do mais escuro (vermelho/marrom) ao mais claro. É o período mais preocupante para o(a) paciente. Como não podemos apressar o processo natural da cicatrização, recomendamos aos(às) pacientes que não se preocupem, pois o período tardio se encarregará de diminuir os vestígios cicatriciais.
•Período tardio: após o 12º mês. É a fase de resolução final do processo. A cicatriz começa a se tornar mais clara e macia, diminuindo as retrações e irregularidades. Qualquer avaliação de resultado da cirurgia, no tocante à cicatriz, deverá ser feita após este período.

Prurido (coceira), ardor ou insensibilidade também poderão ocorrer eventualmente sobre as cicatrizes. Isso será temporário e tenderá a desaparecer.
As cicatrizes serão permanentes, apesar de se tornarem cada vez menos visíveis com o decorrer do tempo. Enquanto isso não ocorre, recursos cosméticos, como a maquiagem e penteados adequados, disfarçam o inconveniente criado pelas cicatrizes recentes.
Apesar de os aspectos da evolução cicatricial serem transmitidos aos pacientes na consulta inicial, estes costumam olvidar-se dessas orientações e passam a preocupar-se, especificamente, com a presença das cicatrizes no período pós-operatório imediato e mediato. Esperamos que você não seja um deles, comunicando ao seu cirurgião suas preocupações.

Anestesia
Anestesia local com sedação ou anestesia geral, dependendo da indicação do anestesista e da preferência do cirurgião e em conformidade com o(a) paciente.

Duração da cirurgia
Cerca de 4 a 5 horas, dependendo das associações cirúrgicas como pálpebras, sobrancelhas, mento, injeções de gordura, lipoaspirações, etc. Entretanto, o tempo de ato cirúrgico não deve ser confundido com o tempo de permanência do paciente no ambiente de Centro Cirúrgico, pois, essa permanência envolve também o período de preparação anestésica e o de recuperação pós-operatória.

Período de internação
A internação hospitalar é recomendada por 24 horas ou de acordo com cada caso em particular.

Pré-operatório
No pré-operatório, são realizadas orientações para que haja o máximo esclarecimento sobre aspectos técnicos, benefícios, limitações, riscos do procedimento proposto, bem como sobre os cuidados que serão necessários no pós-operatório. O cirurgião está à disposição de seus pacientes, aos quais se recomenda que tirem todas as dúvidas, para que se sintam seguros e estejam preparados para o procedimento.

Também, são solicitados exames complementares, conforme indicado, bem como a avaliação clínica pré-operatória (“risco cirúrgico”). Tudo é realizado com o intuito de que haja o máximo de segurança para o paciente.
Recomendações:
•Comunicar alterações relativas ao seu estado de saúde até a véspera da cirurgia;
•Comparecer ao local da cirurgia (hospital ou clínica) no dia e horário previsto na sua guia de internação;
•Caso a internação seja no mesmo dia da cirurgia, venha em jejum, conforme a recomendação médica;
•Evitar bebidas alcoólicas ou refeições muito lautas, na véspera da cirurgia;
•Não usar, por duas semanas antes, conforme orientação médica, medicamentos à base de AAS, anticoagulantes, corticóides de uso prolongado ou medicamentos para emagrecer, bem como Ginkgo Biloba;
•No caso de pacientes fumantes, o hábito de fumar deve ser suspenso pelo menos 30 dias antes da cirurgia;
•Não aplicar cremes na face e no pescoço a partir da véspera da cirurgia;
•Tomar banho completo no dia da cirurgia;
•Se fizer uso de tintura de cabelos, aconselhamos que faça antes da operação, pois o uso de produtos para esse fim somente poderá ser feito cerca de 30 dias depois;
•Programar suas atividades sociais, domésticas ou escolares, de modo a não se tornar indispensável a terceiros no período pós-operatório inicial;
•Compareça acompanhado (a) para a internação.

Pós-operatório
Os cuidados pós-operatórios são essenciais. Não segui-los pode trazer riscos e comprometer o resultado final. Nas ritidoplastias, as principais recomendações pós-operatórias são:
•Evitar esforços físicos, ambientes quentes e exposição ao sol;
•Não dirigir por pelo menos duas semanas;
•Usar óculos escuros quando houver possibilidade de exposição à luz natural ou ao vento. Em caso de pacientes do sexo feminino, um lenço nos cabelos poderá deixá-la mais à vontade.
•Não usar blusas de gola nas duas primeiras semanas, evitando, assim, tracionar o lóbulo das orelhas ao retirá-las.
•Aplicar frio local na forma de compressas de soro fisiológico frio ou máscara própria (gelo não deve ser aplicado diretamente no local pelo risco de lesão da pele) sobre as pálpebras, quando houver associação com a cirurgia destas;
•Deitar com o tronco elevado por almofadas e travesseiros. Não deitar de lado ou de bruços até que seja autorizado pelo seu cirurgião;
•Não trocar ou manipular os curativos, mesmo que haja um pequeno sangramento (que é comum e não deve ser motivo de preocupação). As trocas de curativo serão feitas pela equipe cirúrgica ou orientadas por ela;
•Evite molhar os curativos do couro cabeludo por 24 horas, devendo o banho da cabeça ser iniciado após liberação médica;
•Lavar os cabelos com delicadeza, após liberação médica, com água e shampoo neutro e não usar secador quente ou morno para secá-los. Os cabelos poderão ser penteados com os dedos ou com pentes de pontas bem afastadas.
•Movimentar constantemente os membros inferiores nos períodos de repouso para melhorar a circulação e ajudar a evitar trombose;
•Seguir prescrição médica;
•Usar malha modeladora conforme indicação;
•Retorno ao consultório nos dias e horários programados;
•Alimentação normal (salvo em casos especiais), não devendo realizar “dieta ou regime de emagrecimento” até liberação médica;
•Evitar cremes hidratantes até retidada dos pontos e liberação médica
•Não usar esfoliantes e despigmentantes até liberação médica, que ocorre, geralmente, após 3 meses de pós-operatório;
•Poderá ser recomendada a realização de massagens (drenagem linfática), com início no 5º dia de pós-operatório, de acordo com a avaliação médica;
•Em caso de intercorrências, como sinais de infecção (dor persistente, inchaço, vermelhidão, calor local, pus ou febre), dor intensa, sinais de hematoma (inchaço súbito, geralmente, unilateral e dor intensa) ou sangramento importante, deverá ter avaliação em pronto-atendimento e comunicar imediatamente médico assistente;
•Não se preocupe com as formas intermediárias nas diversas fases. Tire com o seu cirurgião plástico quaisquer dúvidas que possam advir.
No pós-operatório, algumas alterações comuns ocorrem como resposta do organismo à cirurgia e não são consideradas complicações. Dessa forma, edema (inchaço) e equimoses (coloração arroxeada na região) podem ocorrer em graus variáveis e não devem ser motivos de ansiedade para o paciente. Além disso, é comum que o(a) paciente observe assimetrias que são absolutamente normais, pois a metade direita da face é, geralmente, diferente da esquerda, inclusive na maneira de reagir à cirurgia.

A sensibilidade da face pode estar alterada nesta fase, sendo comum o relato da sensação de que a pele parece papel. Também, pequenas nodulações podem ser percebidas ao acariciar a pele da face e correspondem a pontos de cicatrização, desaparecendo lentamente. Isso tudo vai retornando ao normal com o passar do tempo, pois o organismo precisa esquecer que foi agredido e isso leva algum tempo, não comprometendo o seu resultado.

Em caso de dúvidas é importante comunicar o médico assistente para que não haja preocupação com alterações comuns e transitórias, bem como para que não se deixe de identificar uma intercorrência que necessite de tratamento.

Curativos
Geralmente, logo após a cirurgia, é feito um curativo grande, tipo capacete, que é mantido por 24 horas. Após esse período, é feita a primeira troca de curativo por outro mais leve sobre as cicatrizes, o qual permanece por mais 2 ou 3 dias. Os olhos, o nariz e a boca não ficam cobertos pelo curativo.

Retirada de pontos
Geralmente de 7 a 10 dias.

Perguntas frequentes
•Quantos anos vou rejuvenescer?
Não é possível, através da cirurgia, transformar uma face de 40 anos em outra de 20. Apesar de isso parecer óbvio, é importante frisá-lo, pois certas informações errôneas são transmitidas por leigos desinformados ou pela mídia distorcida, fazendo alguns pacientes acreditarem na possibilidade de o “relógio do tempo” ser retardado conforme sua vontade. Nenhum cirurgião plástico logrará esse intento.

•Por quanto tempo persiste o resultado?
A cirurgia da face, pescoço e pálpebras melhora visualmente o aspecto desses territórios. Porém, não interrompe a evolução do processo natural de envelhecimento do organismo. Em alguns casos, há necessidade de complementos ou, até mesmo, reoperação, após certo tempo.

•A cirurgia do rejuvenescimento facial (rugas) é considerada como “pequena” ou “grande cirurgia”? Há risco nesta operação?
Raramente a cirurgia de rejuvenescimento determina sérias complicações. Entretanto, sendo um procedimento cirúrgico, ocasionalmente poderão ocorrer imprevistos na evolução. Felizmente, isto geralmente é passível de correções posteriores, mediante revisões cirúrgicas, permitindo-nos obter o resultado almejado. Não existe qualquer obrigatoriedade do cirurgião em intervir posteriormente (retoques, correções ou complementações), desde que a sequela não se deva a imperícia , negligência ou imprudência profissional.

•As fotografias pré e pós-operatórias são importantes?
Sim. A única maneira de se avaliar o resultado obtido é a comparação entre as fotografias pré e pós-operatórias, realizadas sob condições fotográficas idênticas nesses dois períodos. As fotografias dos(as) pacientes fazem parte de seus prontuários médicos.

•Há dor no pós-operatório?
O pós-operatório geralmente não apresenta problema de dor, desde que o(a) paciente siga as recomendações do cirurgião. Ocasionalmente, poderá ocorrer dor discreta, que poderá ser perfeitamente aliviada com analgésicos comuns.

•Quando poderá ser utilizada maquiagem?
Geralmente, após a retirada dos pontos. Seu cirurgião poderá fornecer maiores detalhes a esse respeito.

•O corte de cabelo preparatório para a cirurgia é muito extenso? Poderá ser disfarçado no pós-operatório?
Os cabelos são cortados somente naquelas áreas onde se planeja localizar as cicatrizes. No pós-operatório imediato, esse inconveniente poderá ser perfeitamente disfarçado com um penteado adequado.

•Qual a evolução pós-operatória?
Você não deve se esquecer de que, até que o resultado almejado seja atingido, diversas fases evolutivas são características deste tipo de cirurgia. Desse modo, edema (inchaço), “manchas” de infiltrado sanguíneo, hipersensibilidade de algumas áreas e insensibilidade de outras são comuns a todos os pacientes. Evidentemente, alguns pacientes apresentarão esses fenômenos com menor intensidade do que outros. Esperamos que você esteja neste grupo. Caso não esteja, não se preocupe. Dê tempo ao tempo, pois o seu organismo se encarregará de dissipar todos esses pequenos transtornos que, infalivelmente, chamarão a atenção de alguma pessoa estranha, que não se furtará à observação: “Houve alguma complicação? Será que isto vai desaparecer?”. É evidente que toda e qualquer preocupação de sua parte deverá ser transmitida ao seu cirurgião plástico, que lhe dará os esclarecimentos necessários para sua tranquilidade. Lembre-se que nenhum resultado cirúrgico deve ser avaliado antes dos três meses da intervenção e que resultados definitivos somente devem ser considerados após 12 meses da cirurgia.

•Para finalizar: o resultado da cirurgia de rejuvenescimento compensa?
Cada caso é analisado individualmente, durante a 1ª consulta. Algumas pacientes procuram, com esta cirurgia, ficar “mais bonitas”. Este não é o objetivo fundamental da cirurgia, mas apenas um efeito a mais que se busca. O cirurgião deve esclarecer sobre todos os detalhes aqui relatados, bem como aqueles eventualmente esquecidos. Quando se decide mutuamente pela realização da cirurgia (médico e paciente) é porque o resultado compensa. Caso contrário, a cirurgia deverá ser recusada.

 

Dr. Luiz Oliveira da Clínica Center Plástica (Foto: Reprodução)
Dr. Luiz Oliveira da Clínica Center Plástica (Foto: Reprodução)

 

Endereço (Foto: Reprodução)
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Marcio Bergmann

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